O capítulo que me propus a resumir possui 4 partes. Ele aborda o estudo da língua desde
o início da crise da linguagem ocasionado pelo processo de democratização do
ensino, passando pelos papéis assumidos pela escola, ora como libertadora, ora
como responsável pela manutenção das desigualdades sociais e por fim, uma
proposta de ensino integradora para a sociedade.
1º A crise no ensino da língua:
A crise no ensino da língua é definida com o advento de um suposto uso inadequado da
língua materna e a decadência de seu ensino e aprendizagem. Surgiu em todos os
países em que se verificou uma aceleração no processo de democratização do
ensino.
Impulsionada por reivindicações das camadas populares, tal
aceleração, em prol de maiores oportunidades educacionais, concretizou-se em um
crescimento quantitativo e de diversificação do alunado.
Antes destinada a um alunado socialmente mais favorecido, a
escola passa a ser destinada a camadas populares. Ela trouxe sua linguagem, mas
a escola não estava preparada para atender a esse novo público, agora
heterogêneo, o que gerou conflitos de diversas ordens. A crise da língua é na
verdade, uma crise na instituição “escola”.
2º a escola redentora:
Nessa perspectiva, as questões sociais são colocadas de lado.
A escola desempenha um papel de libertar o aluno de sua marginalidade
linguística. Ela deve erradicar as deficiências, fazendo com que o aluno
substitua a sua linguagem deficiente pela correta ou adquira uma nova
linguagem, mantendo um bilinguismo para adaptar-se às exigências sociais.
3º a escola impotente:
A perspectiva critica da sociedade capitalista vê os grupos
sociais não como um “continuum”, mas
divididos em classes antagônicas, discriminadas economicamente e socialmente
pelo modo de produção capitalista. Nessa perspectiva, a estrutura social
capitalista é que é responsável pelas desigualdades na distribuição de riquezas
e privilégios, e para que se mantenha, é necessário que essa distribuição seja
preservada.
Mais que impotente, a escola, nessa perspectiva chega a ser
perversa, porque colabora para a manutenção das discriminações econômicas e
sociais, legitimando privilégios, pelas condições de sucesso que oferece às
classes dominantes e a dominação, através do fracasso a que conduz as classes
dominadas, pela negação, a elas, a condição de sucesso.
4º Por uma escola transformadora
Sabendo que nem uma perspectiva redentora, nem impotente
promove uma transformação social pela superação das desigualdades, sob um novo
foco, a escola transformadora é comprometida com a luta de contra as
desigualdades, vitaliza e direcionam as forças progressivas, o que garante às
classes populares a aquisição dos conhecimentos e habilidades que os
instrumentalizam para a participação no processo de transformação social.
Uma escola transformadora é, pois, uma escola consciente de
seu papel político na luta contra as desigualdades sociais e econômicas, e que,
por isso, assume a função de proporcionar às camadas populares, através de um
ensino eficiente, os instrumentos que lhes permitam conquistar mais amplas
condições de participação cultural e política e de reivindicação social.

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