segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Resumo do texto: “Linguagem e escola: uma perspectiva social”- Magda Soares p. 68-75.




O capítulo que me propus a resumir possui 4 partes. Ele aborda o estudo da língua desde o início da crise da linguagem ocasionado pelo processo de democratização do ensino, passando pelos papéis assumidos pela escola, ora como libertadora, ora como responsável pela manutenção das desigualdades sociais e por fim, uma proposta de ensino integradora para a sociedade.
1º A crise no ensino da língua:
A crise no ensino da língua é definida  com o advento de um suposto uso inadequado da língua materna e a decadência de seu ensino e aprendizagem. Surgiu em todos os países em que se verificou uma aceleração no processo de democratização do ensino.
Impulsionada por reivindicações das camadas populares, tal aceleração, em prol de maiores oportunidades educacionais, concretizou-se em um crescimento quantitativo e de diversificação do alunado.
Antes destinada a um alunado socialmente mais favorecido, a escola passa a ser destinada a camadas populares. Ela trouxe sua linguagem, mas a escola não estava preparada para atender a esse novo público, agora heterogêneo, o que gerou conflitos de diversas ordens. A crise da língua é na verdade, uma crise na instituição “escola”.
2º a escola redentora:
Nessa perspectiva, as questões sociais são colocadas de lado. A escola desempenha um papel de libertar o aluno de sua marginalidade linguística. Ela deve erradicar as deficiências, fazendo com que o aluno substitua a sua linguagem deficiente pela correta ou adquira uma nova linguagem, mantendo um bilinguismo para adaptar-se às exigências sociais.
3º a escola impotente:
A perspectiva critica da sociedade capitalista vê os grupos sociais não como um “continuum”, mas divididos em classes antagônicas, discriminadas economicamente e socialmente pelo modo de produção capitalista. Nessa perspectiva, a estrutura social capitalista é que é responsável pelas desigualdades na distribuição de riquezas e privilégios, e para que se mantenha, é necessário que essa distribuição seja preservada.
Mais que impotente, a escola, nessa perspectiva chega a ser perversa, porque colabora para a manutenção das discriminações econômicas e sociais, legitimando privilégios, pelas condições de sucesso que oferece às classes dominantes e a dominação, através do fracasso a que conduz as classes dominadas, pela negação, a elas, a condição de sucesso.
4º Por uma escola transformadora
Sabendo que nem uma perspectiva redentora, nem impotente promove uma transformação social pela superação das desigualdades, sob um novo foco, a escola transformadora é comprometida com a luta de contra as desigualdades, vitaliza e direcionam as forças progressivas, o que garante às classes populares a aquisição dos conhecimentos e habilidades que os instrumentalizam para a participação no processo de transformação social.
Uma escola transformadora é, pois, uma escola consciente de seu papel político na luta contra as desigualdades sociais e econômicas, e que, por isso, assume a função de proporcionar às camadas populares, através de um ensino eficiente, os instrumentos que lhes permitam conquistar mais amplas condições de participação cultural e política e de reivindicação social.

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