Resolvi
fazer essa versão da história da Cinderela porque precisava de uma história
para contar para crianças durante o carnaval.
Cinderela
e o baile de máscaras
Há
muito e muito tempo, num reino muito confuso, existiu uma moça muito bonita, inteligente.
Ela sabia fazer doces e bolos maravilhosos.
Uhmmm!
Chocolate ao leite, chocolate branco, chantilly, morango, cereja. Uhmmm. Ela
vivia fazendo bolos e doces!
Dia
e noite, Cinderela trabalhava, trabalhava, trabalhava e dava todo o dinheiro
para sua madrasta, Belarda. Belarda era tão má que pegava todo o dinheiro de
Cinderela e gastava tudo. Encomendava vestidos, enfeites de cabelo, sapatos de
seda e joias caras para ela e suas outras duas filhas – Berlinda e Benilde.
_
uhmmm! Essas duas eram muito feias, ficavam meio bonitinhas com todos os
adereços e maquiagem com o dinheiro de C I N D E R E L A.
E
era assim que a moça mais bonita de um pequeno vilarejo vivia.
Vinham
encomendas de todos os reinos distantes e quando havia aqueles grandes bailes,
com toda aquela comilança, era Cinderela sozinha que passava dias e dias na
cozinha sob vigília da madrasta. ( a madrasta anda de um lado para o outro,
como guarda)
_Trabalhe
Cinderela, trabalhe sua imprestável! (Belarda)
_
Oh, ah, sim dona Belarda, já estou fazendo – olhe – todos esses brigadeiros,
estão deliciosos! (Cinderela)
_
Rum! Cale-se, menina e trabalhe. (Belarda)
Os
dias passavam e Cinderela nem tinha tempo nem de pensar na sua triste situação.
Quando
Cinderela era bem pequenina, seu pai havia se casado com Belarda. Ele achava
que ela era boazinha e que suas filhas seriam ótimas irmãs para Cinderela, mas
não foi isso que aconteceu. Seu pai morreu e a madrasta vivia mentindo para a
moça.
Ela
dizia a Cinderela que seu pai tinha sido um pobretão e que ele havia acabado
com toda a fortuna dela e de suas filhas. E era por isso que Ciderela, como
filha, deveria trabalhar para deixá-las ricas novamente.
Numa
de suas vigílias – andando de um lado para o outro – disse à Cinderela:
_
Cinderela.
_
Sim.
_
Escute bem! Haverá um grande baile de máscaras no grande palácio e o príncipe,
em nome de seu pai Lucios, está convidando todos os habitantes dos vilarejos
próximos! Um baile de carnaval, menina. Fui incumbida de fazer todos os bolos e
doces dessa grande festa. Todas nós fomos convidadas. Você só irá se fizer 5000
doces e 100 bolos desse tamanho! (abre os braços e dá uma gargalhada)
Cinderela
nem ouviu o final da fala da madrasta, apenas começou a pular de alegria, a
bater nas panelas e bater com a colher em todos os utensílios da cozinha, como
se quisesse construir uma grande orquestra
de
batuques. Cinderela tocava, cantava e dançava todo o tempo.
“Um pierrot
apaixonado, que vivia só cantando,
Por causa de uma
colombina acabou chorando, acabou chorando”
“Eu vooooou! Eu
voooou!
Eu vou para o baile,
eu vou!”
“Eu vooooou! Eu
voooou!
Eu vou para o baile,
eu vou!”
Estava
uma bagunça danada e quando a madrasta ouviu toda aquela barulheira, foi ver o
que era. ( mostrar o andar da
madrasta)
_
Cinderela, que bagunça é essa?
Antes
mesmo que a madrasta entrasse na cozinha, Cinderela jogou-se ao chão a fim de
fingir que tivesse tropeçado e caido sobre as panelas. Quando a madrasta
entrou, Cinderela disse chorando:
_
Aiiii, aiii, Aiiii, ai de mim. Acho que machuquei minha perna!
A
madrasta não deu ligou para o chororô de Cinderela, mas disse ainda mais brava:
_
Levante-se daí, esqueça a dor, agoraaaa. Comece a trabalhar.
_
Sim, senhora, claro – fingindo que já estava melhor(pisca para a plateia)
Assim
que a madrasta saiu, começou a batucar bem baixinho e a cantar...
“Oh abre alas que eu
quero passar,
Oh abre alas que eu
quero passar,
Eu sou da lira, não
posso negar,
Rosa de ouro é que eu
vou ganhar”
Depois começa a
aumentar a voz e a batucada:
“Oh abre alas que eu
quero passar,
Oh abre alas que eu
quero passar,
Eu sou da lira, não
posso negar,
Rosa de ouro é que eu
vou ganhar”
E depois ainda mais
alto:
“Oh abre alas que eu
quero passar,
Oh abre alas que eu
quero passar,
Eu sou da lira, não
posso negar,
Rosa de ouro é que eu
vou ganhar”
Uhmm, agora chega,
preciso começar a trabalhar...
A rosa de ouro era um
prêmio dado pelo Rei Lucios à moça mais bonita do baile. Aquela que ganhasse a
rosa de ouro, poderia fazer o pedido que quisesse ao Rei.
Cinderela, tadinha,
não queria nada demais. Só queria trabalhar na cozinha do reino e fazer suas
guloseimas para os grandes reis e rainhas que frequentavam o palácio.
Cinderela então disse:
_ Bom, começo pelos
bolos ou brigadeiros? (interação com o público)
Cinderela ficou
trabalhando por muito tempo, mas como ela tinha dançado e cantado demais,
acabou ficando com sono, com sono até adormecer – (interação com a platéia)
Com muito sono, acabou
dormindo...
_ Gente, ela está
dormindo, ela não poderia dormir. Quem pode acordá-la? (interação)
Faltavam apenas um dia
para terminar tudo!
No dia do baile,
Cinderela nem tinha acabado de fazer os bolos e se lembrou de que não tinha
trajes para ir à festa.
_ Oh, não, eu não
tenho vestidos, nem sapatos, nem arranjo para colocar em meus cabelos, nem
máscaras... afinal, o baile é de máscaras.
Cinderela não sabia o
que fazer. Poderia pedir ajuda a uma fada madrinha que era conhecida como meio
atrapalhada. Tentar a sorte com ela? Alícia – a fada madrinha que Cinderela
conhecia já não fazia mais magia como
antigamente. Na última vez em que uma jovem lhe pediu ajuda para transformar um
sapo em príncipe, ela transformou o sapo em no gato de botas. O gato fugiu e a
jovem ficou triste por muito tempo.
Uhmm, não valia a pena
pedir ajuda para a fada Alícia – a fada atrapalhada – mas então, o que ela
faria?
_Deixa-me ver! Será
que a senhora Belarda me emprestaria um vestido de suas filhas?
_Acho que não! Elas já saíram, já foram para o baile!
Então, Cinderela teve
uma grande ideia. Ela decidiu fazer um vestido e sapatinhos de massa de cobrir
os bolos. Precisava achar o ponto de bala que daria certo. O arranjo do cabelo,
fez de jujubas, ficariam flores linda e coloridas.
Então, Cinderela
começou a produzir seu traje com todas as coisas que haviam sobrado! Começou a
cantar para lhe dar ainda mais incentivo:
“Oh, abre alas que eu
quero passar....”
Cinderela era uma
ótima confeiteira e produziu tudo bem rapidinho.
Quando terminou,
colocou o vestido, depois colocou os sapatos, depois o arranjo de cabelo, todos
feitos com muito cuidado.
O vestido era lindo,
Todo branquinho e renda rosa. O sapato era todo prata de biscoito com brilho
prata, uma calda que se coloca em pudins. O arranjo de flores coloridas feitas
de jujuba deixou-a ainda mais linda.
Ela ficou muito
lindaaaa!
O único problema era que ela só tinha três horas para ir ao palácio real e voltar para casa. Então,
Cinderela pegou uma carona numa carruagem que passava em frente a sua casa.
Por onde Cinderela
passava, todos sentiam um aroma adocicado e ficavam encantados por ela.
Quando chegou ao
baile, fazia filas de cavalheiros para pedi-la para dançar. Todos muito
distintos e bem arrumados. Foi até disputada por fidalgos, príncipes e condes.
Cinderela estava se divertindo muito. Havia um murmúrio por todos os cantos do
salão dizendo que aquela moça do vestido branco e arranjo de flores coloridas
na cabeça seria a ganhadora da rosa de ouro.
Estava prestes a dar o
horário de Cinderela partir, mas ainda não haviam anunciado a jovem que
ganharia a rosa de ouro!
Quando chegou a hora
de partir, Cinderela foi convidada pelo príncipe, filho do rei Lucios a dançar
com ele. Cinderela sabia que aquela poderia ser a sua última chance, mas não
tinha mais tempo. O vestido estava começando a derreter. Então, a jovem saiu
correndo e o príncipe foi atrás dela, sem entender nada. No caminho da grande
entrada do palácio, o príncipe encontrou o sapatinho da moça. Ele percebeu que era
comestível e experimentou:
_ uhmm, tinha gosto de
chantilly com morango. Que delícia!
O príncipe retornou ao
salão bem na hora em que iriam anunciar a vencedora da rosa de ouro. Todos no
salão procuraram por Cinderela, mas ninguém encontrou.
Então o príncipe disse
ao rei Lucios:
_ Meu pai, ela se foi,
mas acredite em mim... eu posso encontrar a jovem mais linda que já estivera
nesse palácio.
Então o pai perguntou:
_ E como fará isso?
_ Oh, meu pai. Ela
deixou para trás um sapato feito de biscoito e massa doce com gosto de chantilly
e calda de morango. Nunca comi nada tão delicioso. Será fácil encontrar! É só
acharmos a jovem mais talentosa em doces do reino!
Nessa hora, a madrasta
Belarda falou, mas não percebeu que estava dizendo que a conhecia:
_ Impossível! A jovem
mais talentosa fez tudo isso aqui. Ah, ela é uma moça qualquer. Ela jamais
viria a um baile!
Então o rei Lucios a
interrompeu:
Rei _ E como sabe,
minha senhora?
Belarda_ Vossa alteza,
ela é uma insignificante. Olhe, conheça as moças mais lindas do reino. Essa é
Benilde – linda, não é? E essa é Berlinda, ainda mais linda, não acha? São
preciosidades, vossa alteza não acha?
Rei _ E quem é a outra
jovem?
Belarda _ Urll, é
Cinderela. Uma criatura horrível, acredite em minha palavra. Ela é horrorosa.
Rei _ Guardas, fechem
os portões. Chefe da guarda, acompanhe o príncipe até a residência da senhora
Belarda e traga Cinderela até nós.
Então, pegaram os
cavalos mais velozes e partiram. Não demorou muito tempo. Enquanto os
convidados deliciavam-se com o banquete preparado pela cozinha real e todos os
doces e bolos, Cinderela era levada ao palácio real.
Quando Cinderela entrou no salão, mesmo usando
roupas muito humildes, todos a reconheceram.
Rei_ Você é Cinderela?
Cinderela _ Sim, sou
eu mesma, vossa alteza.
Rei_ Meu filho, reconhece
essa moça?
Príncipe_ Sim, ela não
usava máscara, é ela mesma! É a dona do sapatinho.
Rei_ Cinderela,
conhece as mãos habilidosas que fizeram esses doces e bolos?
Cinderela_ Sim, vossa
alteza, foram as minhas mãos.
Então, a madrasta
gritou:
Belarda_ Mentira, fui
eu e minhas filhas que produzimos tudo.
Então o rei:
Rei_ Tirem essa
senhora daqui. Ela é muito ardilosa. Menina, aproxime-se, pegue, a rosa de ouro
é sua. Faça seu pedido.
Cinderela _ Vossa alteza,
eu sempre trabalhei dia e noite para a família da dona Belarda e nunca havia
ganhado nada em troca. Meu único desejo é trabalhar na cozinha real.
Rei_ Então, assim seja feita a sua vontade,
Cinderela.
A partir daquele dia,
Cinderela passou a viver no palácio! Sempre que havia banquetes, a moça usava
suas mãos mágicas.
E o príncipe? Ah ele
passou bastante tempo tentando conquistar Cinderela e não conseguiu. Acabou
casando com uma moça bem invejosa que num certo baile largou um sapatinho de
cristal. Uhmm, invejosa, não?
Cinderela casou-se com
o cozinheiro lindo que havia ali e foram felizes para sempre. Passaram o resto
de suas vidas viajando pelo mundo e cozinhando nos grandes palácios de todo o
universo.


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